Nonato Luiz Universaliza o Baião.

Músico criou arranjos para violão de clássicos de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira e faz show gratuito hoje no Santa Isabel.


Violonista acumula 39 álbuns, alguns de reconhecimento internacional, e já tocou com nomes como Chico Buarque, Nara Leão, Fagner, Amelinha e, claro, Luiz Gonzaga.

Na opinião do violonista cearense Nonato Luiz, a música popular é o erudito brasileiro, que o grande público só ouve música “pseudo popular” por falta de opção e acesso. Baseado nessa premissa, o músico compôs seu mais novo trabalho, o álbum Baião Erudito – a música de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga, a ser lançado hoje no recife, em show gratuito no Teatro Santa Isabel. Este que é 39º álbum, reúne em arranjos para violão solo, 13 canções de Gonzaga e Teixeira, dupla compositora de clássicos da música popular nordestina, como Baião de Dois, Assum Preto, Juazeiro e Asa Branca. O baixo preço de venda do CD ( R$ 10,00 ) e gratuidade da turnê são frutos de recursos captados via Sistema de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). No total, 15 capitais brasileiras serão percorridas. Esta será a única apresentação no Recife, e simboliza u incentivo ao encontro do público com a pouco difundida música instrumental brasileira, num bela locação de acesso geralmente restrito.
O baião de Lua, com quem Nonato teve a experiência de tocar pessoalmente, está presente na carreira musical do músico muitos anos antes de Baião Erudito, o que em 1994 rendeu a homenagem Nonato Luiz interpreta Luiz Gonzaga, gravado com violão e banda. Sua carreira, que começou em 1956 empunhando um cavaquinho, passou a ser reconhecida e premiada a partir de 1975, quando ganhou um festival na extinta TV Tupi. Desde então, Nonato acumula 39 álbuns, alguns de reconhecimento internacional. Chico Buarque, Nara Leão, Fagner, Amelinha e, claro, Luiz Gonzaga, já combinaram suas vozes com o violão preciso e ágil de Nonato. No CD, além do esmero musical, soma-se o belo encarte em papel reciclado, com xilogravuras de João Pedro e projeto gráfico do também produtor executivo Henilton Menezes.
As “traduções” de Nonato para o violão erudito revelam a riqueza das canções originais de Gonzaga, por vezes ofuscada pelo preconceito. De forma geral, elevam a obra musical nordestina a um nível de universal, em um período anterior às variações ocasionadas pela presença do Jazz. Seu processo de criação passa por duas fazes distintas: a transcrição (arranjamento) e a interpretação. “ Estas são peças que não são escritas para o violão. Venho fazendo esse trabalho a muito tempo”.
A noite de hoje tem conotação especial para o músico, já que sua estréia em Pernambuco aconteceu no mesmo local onde hoje se apresenta. “Toquei no Santa Isabel a muito tempo atrás, nos anos 70. Estar voltando agora é emocionante. Esse teatro me deu muita sorte no meu início de carreira”, relembra.

20/03/2005 Viver - Diário de Pernambuco. Recife - PE

 

Livro de Visitas

Deixe uma mensagem
Clique aqui para ver o arquivo de mensagens antigas
 

 

 
  Nonato Luiz: nonato@nonatoluiz.com.br Forma Criativa